O DESERTO DA REALIDADE

(João de Castro)

O deserto da realidade nos cerca por todos os lados. Ele está por detrás das imagens das cidades construídas e dos sons dos ruídos que elas produzem.

Mas, o que aconteceria se não houvesse mais a eletricidade para manter nosso meio de vida? Provavelmente se iniciaria um processo de regressão civilizatória. As cidades se tornariam escombros sem suas luzes e seus ruídos. Não sei quanto tempo levaria o processo de regressão. Isso é para termos uma idéia de como somos dependentes da luz artificial.

Contudo, se realmente tivessem que viver sem ela, os humanos buscariam adaptar-se e recriariam um novo mundo.

A energia elétrica é também gerada no corpo humano através do consumo natural de alimentos; com essa energia mantemos nossos órgãos em funcionamento. E o cérebro, o órgão que serve como meio de acessarmos o mundo exterior, é também mantido pela energia elétrica.

A energia elétrica produz o movimento, enquanto que a magnética produz a forma.

Na Cultura Racional isto é verbalizado da seguinte forma: ”Foi a energia magnética que deu a forma que possuem e, por isso, são seres magnéticos.” Com efeito, é necessária a forma para receber o conteúdo.

Ainda na Cultura Racional, há a revelação deste mistério nos seguintes dizeres: “A energia elétrica vem da água e a magnética da terra. A água tem sua força no movimento, já a terra é parada, pois ela cuida da geração da vida”.

Para os hindus o universo foi formado através de dois momentos. Em um deles houve a necessidade da criação do espaço por onde se projetaria a existência. E em outro, a criação do conteúdo. Na psicanálise estes dois aspectos são conhecidos como Heros e Anima. E não só na psicanálise, mas, praticamente, em todas as ciências veremos esta mesma dicotomia.

Até hoje, perdura a dúvida sobre o que existiu primeiro. Entretanto, é na Cultura Racional que compreenderemos que ambos aconteceram simultaneamente como resultado de um único processo, ou seja, da ação do foco de luz sobre a planície de massa cósmica, na qual uma parte transformou-se em terra e a outra em água. Contudo, foi na junção destes dois seres que houve a produção da vida.

Portanto, não há primazia de uma energia sobre a outra, mas, o equilíbrio. E isso foi outorgado pela natureza no próprio ato da criação, pois, o homem, inconsciente de como o mundo foi feito, ainda busca descobrir qual aspecto surgiu primeiro, quando não intentam impor um sobre outro, por se nominarem partidários de um conceito apenas.

Esta “unilateralidade” das mentes humanas em não conhecer o valor e a função do outro é a causa das contendas entre os seres. Não pode haver primazia de um sobre o outro, deve, sim, haver o equilíbrio entre eles.

Esta aí um outro mistério desvendado pela Cultura Racional no seguinte trecho: ”Ambas as energias são frutos desta deformação Racional. Tem que haver o equilíbrio entre elas, pois o bem em excesso é tão prejudicial quanto o mal em excesso. São os excessos que provocam o mal no mundo.” O excesso contém as formulas da inconseqüência, dos vícios, das revoltas, das injustiças, da avareza, da intranqüilidade, da cegueira intelectual, do fundamentalismo político, da obsessão religiosa, dos desequilíbrios emocionais e por aí afora.

Os antigos já tinham uma noção mais apropriada destas realidades, pois, já reconheciam no Ying e Yang as duas bases existenciais desta realidade. Muito sabiamente os classificaram como as molas mestras da realidade, onde um não pode viver sem o outro. Também afirmaram que o Ying e o Yang também determinavam os aspectos fundamentais que distinguiam o Feminino do Masculino, ou seja, ação e reação, quente e frio, terra e água, bem e mal, contenção e excesso etc.

No próprio estudo das funções do cérebro humano se vê presente esta dicotomia. O lado direito do cérebro representa o lado da imaginação, emoção, criatividade, enquanto que o esquerdo representa o lado do pensamento, da razão, mecanicismo, relações hierárquicas e outros.

Enfim, tanto a realidade interna como a externa são marcadas pela polaridade.

Na Cultura Racional somos informados: ”Duas energias inconscientes e que andam juntas (lado a lado), pois, onde está uma está a outra, o bem lapidando o mal e o mal lapidando o bem.”

O pensamento e a imaginação mantêm e abastecem esse progresso em que vivemos. São a grande válvula motriz de nossa realidade. E pouco ou quase nada se sabe sobre eles.

Na Cultura Racional virá a revelação deste grande mistério na identificação de ambos como as personalidades do elétrico e magnético, regentes de todos os seres.

Parece algo muito fantasioso o termo, personalidades, mas, não é, veja por quê. Jung descobriu que assim como os genes nos transmitem heranças genéticas, a mente humana também era uma herança transmitida de algo que passou a chamar o Inconsciente Coletivo. As questões Junguianas são as seguintes: como ele interage conosco? É ele um produto de nossas mentes ou nossas mentes são produtos do mesmo?

Jung percebeu que tais registros vinham sempre em formas de sonhos ou visões. E pessoas de culturas totalmente opostas tinham sonhos ou visões com imagens iguais. Os símbolos eram os mesmos. Não importava se você pertencesse a uma sociedade vitoriana (Inglaterra do séc. 19) ou fosse um indígena numa tribo do Xingu. Essas imagens simplesmente viajavam quebrando distâncias de tempo e espaço. Era como se elas habitassem alguma dimensão onde tudo se mesclasse, onde não existisse presente, passado e futuro.

Como não conseguia atingir o cerne de sua teoria, Jung, então, imaginou uma central mental de onde tudo proviesse: nossos pensamentos, nossas inspirações, nossa imaginação. Essa Central (ou fonte) seria contínua como as usinas de energia elétrica que produzem energia o tempo todo, pois, do contrário nossos pensamentos e imaginações parariam.

Podemos afirmar diante disso, que “algo externo” está por detrás de todas as mudanças que regem a mente humana, basta dar uma olhada nas coisas que vêm acontecendo por aí.

E não é tão difícil chegarmos à conclusão de que se trata de alguma mudança. A verdade é que as mudanças não acontecem por si, elas são projeções do pensamento humano. Este como fonte incessante desta realidade que cria seus projetos, organiza-os e os aplica para operar mudanças, parece estar em sua plena fase de transição. O que vemos lá fora são projeções de algo que não funciona mais como a princípio funcionava: “Acabou a fase, mas ficaram os feitos” – Cultura Racional.

A cultura não cria o pensamento, ela é formada pelo pensamento. O pensamento não existe na cabeça do animal Racional, ele é captado pelo cérebro, que o decodifica em linguagem. O pensamento só pode desenvolver-se através da linguagem. E a linguagem é um sistema de símbolos, que foram primariamente desenvolvidos na antiga Suméria. Para possibilitar a organização da linguagem, eles tiveram que criar o alfabeto. Alfabeto este, que se baseava em símbolos, que são formas geométricas produzidas pelo fluxo de magnetismo produzido na natureza.

Na Kabahla há a revelação deste mistério, pois ela nos mostra que as energias em um determinado plano ou nível começam a produzir fatores que se replicarão por todo o espaço para produzir os elementos químicos, materiais ou radioativos conhecidos pelo homem. Alguns já foram até descobertos pela ciência, como é o caso do quartzo, que apresenta a forma de um hexágono.

Veja este trecho extraído da Wikipédia sobre a geometria.

A Geometria trata de formas, das suas propriedades e das suas relações. Olhando à nossa volta, rapidamente tomamos consciência de que na Natureza são produzidas e reproduzidas determinadas formas e que, além disso, a Natureza prefere certas formas em relação a outras também possíveis. Por exemplo:
– O azeite que deitamos no caldo verde forma, na superfície da sopa, círculos e, não, quadrados ou outra forma geométrica.
– As colméias das abelhas obedecem a um padrão (pavimentação) hexagonal.
– O vento produz, na superfície dos oceanos, ondas com uma determinada forma, em vez de ondas quadradas.
– Três bolinhas de sabão, se deixadas livremente, formarão sempre ângulos de 120º.

http://www.educ.fc.ul.pt/icm/icm99/icm21/introducao.htm

São justamente as formas geométricas encontradas na Natureza, que uma vez percebidas pela mente humana, levaram o homem a universo de “Portais Magnéticos” que, com o tempo, acabaram evoluindo para outras formas que, dotadas de sons humanos, criaram o alfabeto.

Logo o alfabeto é a raiz da evolução lingüística e, conseqüentemente, do pensamento humano. A linguagem adquire diante desta realidade o status de interface entre nós e esta outra dimensão, onde seres invisíveis aos nossos olhos interagem conosco sem nossa consciência. Por não termos consciência de quem são, acabamos por tornar-nos marionetes de forças invisíveis.

A Cultura Racional foi a única que de uma maneira extremamente simples nos alerta sobre esta realidade, despertando não medo, mas, respeito e humildade. É ela que nos possibilitará a libertação dos grilhões produzidos pelo “Alfabeto Artificial”, que nos enjaulou dentro de uma perspectiva que não nos permite ver a realidade como realmente é.

O deserto da realidade, apesar de parecer real, não o é, pois, imbuídos por esse sistema de símbolos, acabamos por nos perder da rota da pureza, onde a verdadeira fonte divina se encontra. O deserto da realidade está apenas obstruindo uma visão muito mais pura e cristalina, que está bem além de nossa perspectiva animal e encantada.

http://jocastfi.blogspot.com/

Sobre nalub7

Uma pessoa cuja preocupação única é trabalhar em prol da verdadeira consciência humana, inclusive a própria, através do desenvolvimento do raciocínio, com base nas leis naturais que regem a natureza e que se encontram no contencioso da cultura natural da natureza, a CULTURA RACIONAL, dos Livros Universo em Desencanto.
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4 respostas para O DESERTO DA REALIDADE

  1. Ebrael Shaddai disse:

    Bom dia, Nágea!

    Considero que o desequilíbrio não se manifeste apenas pelos excessos, mas pelas carências também. Sempre haverá carência de um lado enquanto houver excessos de outro. Masssssss…a água vai do lado que tem mais para o que tem menos. A redenção passa por esse ribombar de águas deste e de outro lados de nossa cuba de cristal, até que a água do Espírito se aquiete em nosso Ser, deixando os raios do Sol se decomporem em milhares de nuances mmulticoloridas.

    Claro, também me apego de certa forma ao que o Inconsciente coletivo meteu-me cabeça adentro (confortos, hábitos e vícios), mas não me preocupo seriamente com a possível perda das benésses da civilização, já que sabemos que elas são passageiras, a serem superadas ou por benésses ditas “maiores” como pela transformação dessas em eventos para adaptação e evolução da espécie.

    Obrigado pelo apoio ao livro desse sonhador! Um abraço e a Paz Suprema a você e sua família!

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    • nalub7 disse:

      Perfeitamente. Concordo com sua pessoa. O desequilíbrio é constante, resultante de duas freqüências vibratórias, positiva (aparente) e negativa, que antes de assim serem eram uma única vibração – pura, limpa e perfeita, que se deformou em duas. Portanto, ambas (elétrica e magnética) perderam a forma e a estrutura da união e, por isso, variando incessantemente, entre o mais e o menos, entre a abundância de uma em detrimento da carência de outra e vice-versa. É um desequilíbrio sem fim, pois, perderam a consistência do antes de ser o que eram, uma só vibração, onde não havia excessos nem carências.
      Formaram uma dimensão, portanto, inferior, que se desgasta nessa variância de lutar, em vão, para se manterem num mesmo nível, por cada qual dessas partes ser obrigada a se alimentar da outra para subsistir. É uma luta sem tréguas. Quando uma se fortalece, é à custa do enfraquecimento da outra. E quanto mais uma enfraquece a outra, a outra, a enfraquecida necessitará em maior intensidade e força se alimentar daquela que lhe enfraqueceu. Resultado, ambas vão se enfraquecendo e se destruindo até a sua extinção (a causa do caos mundial).
      Essa é a dimensão primária, a dimensão das experiências e das lutas para ver se consegue se acertar. Essa é a dimensão do campo espiritual, das experiências, por terem perdido a estrutura e forma verdadeira, de uma só vibração, completa, onde não há excessos, nem carências.
      E como sair deste beco sem saída? Somente retornando ao seu antes de ser elétrico (positivo aparente) e magnético (negativo).
      Mas, como retornar ao antes de ser se essas duas vibrações (energias) se encontram deformadas e degeneradas em elétrico e magnético, sem estrutura e força para alcançar o antes de ser o que eram?
      Somente se ligando à dimensão superior, que, com sua estrutura e força absolutamente equilibradas e poderosas, têm condições de compor o que falta em cada uma dessas forças, nivelando-as e tornando-as novamente um só SER.

      O mundo em que vivemos é um todo visível e invisível elétrico e magnético. Por isso é um mundo de lutas e incompreensões, onde nada nem ninguém, visível e invisível está completo. Todos digladiando para se manter à custa dos demais. Isso acontece no invisível e é projetado no visível. Um mundo de aparências, um mundo fora do estado natural, um mundo de mentiras.
      Mas, felizmente a Natureza mudou de fase. Ela, um SER vivo, alcançou sua maturidade, chegou à conclusão da necessidade acima descrita (de se ligar à dimensão superior) e encomendou ao mundo superior (a origem), uma providência DIVINA. E a providência veio: a ENERGIA RACIONAL, unindo os dois mundos em um só, unindo o mundo inferior ao mundo superior. Unindo o mundo deformado (elétrico e magnético) ao MUNDO RACIONAL.
      E a Mãe Natureza, que é quem gera, cria, mantém e governa todos, também espera de nós, seus filhos, que façamos a mesma coisa: que reconheçamos nossa impotência para nos completarmos e solicitemos dela a solução. E ela já a possui, pois, já está de posse dessa sabedoria que encomendou e repassa a quem quiser vencer, a CULTURA RACIONAL.
      Mas, assim como o mundo superior aguardou ser solicitado, por ser uma dimensão absolutamente equilibrada e, por isso, não comete ingerências, a Natureza também não interfere no livre arbítrio de ninguém. Aguarda nossa solicitação sincera. Quando ela acontece, a Natureza coloca em nossas mãos o livro Universo em Desencanto.
      Aí vamos começar do ponto zero o caminho da nossa verdadeira libertação do desequilíbrio elétrico e magnético, aprendendo tudo de novo, porém, sem sofismas, sem aparências, aprendendo a nos desligar das mentiras milenares da cultura artificialista, à medida em que estudamos Universo em Desencanto, quando nosso campo invisível elétrico e magnético é alimentado, tanto um como o outro, pela ENERGIA RACIONAL, pela freqüência vibratória dos Habitantes do MUNDO RACIONAL, que estão presentes durante nossa leitura, fazendo nosso tratamento energético, até nivelar, o elétrico e magnético, que então, nivelados, não mais se digladiam, entrando em estado de paz e equilíbrio. E alcançando tudo isso, desligam-se naturalmente do campo espiritual, ligando-se à dimensão superior, o MUNDO RACIONAL. É quando nos tornamos seres absolutamente equilibrados racionalmente, imunizados, para sempre, das influências elétricas e magnéticas.
      Tudo isso sua pessoa vai entender e compreender e conseguir, apenas estudando diariamente os livros Universo em Desencanto. Mas, é preciso que queira, pois, a vontade é livre: para continuar neste campo de falsa vida em que nos encontramos, indo sempre de mal para pior, ou para subir e alcançar o mundo superior em vida. Todos estão sendo convidados.
      No caminho Racional acabam-se todas as nossas revoltas, dada à elevadíssima compreensão da vida (visível e invisível) que alcançamos.
      Gratíssima! O mesmo lhe desejo de todo o meu coração: que a PAZ SUPREMA lhe abençõe e a toda a sua família! Meu sincero abraço!

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  2. Wellington Palhano disse:

    Grande João de Castro!!!
    Mais uma vez seu texto traz a Luz da Razão,esclarecendo
    com base, provas e comprovações, o que nos foi ofertado pelo
    Racional Superior, através dos livros Universo em Desencanto.
    Essa ilusão de que somos donos de nossos pensamentos, infelizmente,
    ainda faz com que muitas pessoas relutem aceitar a verdade e por
    conta disso,somos obrigados a assistir as aberrações praticadas por
    pessoas ditas isentas de qualquer suspeita, por serem , na concepção
    da sociedade, inteligentes por terem formação superior aqui de baixo.
    E por a Natureza não alimentar mais o pensamento dos pensadores, a
    tendência é se tornarem ainda piores, chegando a agir como bicho irracional mesmo.
    Um grande abraço fraterno!!!!

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    • É verdade Wellington! A situação é mundial! O pensamento foi endeusado de uma tal forma, que seu templo se instalou no cerne das religiões e das tais sociedades secretas. O vento das mudanças soprou tão forte que despiu “santos” de suas vestes, balançou as torres das catedrais e varreu os telhados dos templos secretos expondo todo o arsenal simbólico que mantinha o pensamento humano. Todas as descobertas que se realizam sempre estiveram codificadas naqueles símbolos. O Racional Superior diz em suas obra ” vivem uma vida de alegorias, com toda essa simbologia cabalística, que só mantém o encanto de todos” Ocultaram todo aquele saber mantendo-o nas mãos de iniciados, religiosos, reis, monarcas e famílias poderosas. Tanto segredo, tanto mistério, e não conseguiram conter a mudança que abalou toda essa parafernália linguística. Caiu tudo por terra. Mas é a vida e ninguém ganha dela. Um abraço, Wellington!

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