RELATO: DEUS HABITA NA CABEÇA DOS VIVENTES – Parte 1

y1pI-fuO_50at5dxwP-6rqXhat_7Ty41RwOLW2TuiliTmOTle60tvu8PTsmpSjro937vIn2gmR8QYaU3sPTDH4rMw

(Severino dos Reis, estudante de Cultura Racional, Belo Horizonte, MG)

 

Em 11 de Maio de 1.999, numa excursão para o Retiro Racional, nós viajamos com vários ônibus; e eu fui divulgando para o motorista, que mesmo ele sendo Evangélico, demonstrava estar muito interessado nas minhas explicações.

Passamos o final de semana no Retiro, e no início da viagem de volta, ele me pediu que não deixasse ninguém na cabine do ônibus, para não lhe tirar a atenção.

Fiz o que ele pediu, assentei no meu lugar e prosseguimos a viagem. Às 21 horas, nós paramos num restaurante para lanchar; quando retomamos a viagem chovia muito e ao entrar novamente na pista, ele parou o ônibus bem no meio da pista.

Então, eu levantei da minha poltrona e fui ver o que estava acontecendo; como não tinha ninguém na cabine, eu liguei o alerta do ônibus, fui ao ônibus da frente que também estava parado e da mesma forma, estava sem motorista.

Então, eu coloquei uma pessoa na porta de todos os ônibus, para não deixar ninguém descer, porque estava muito perigoso e fui procurar os motoristas.

Eu olhei para uma firma que tinha ao lado da estrada e vi o motorista do meu ônibus com um estudante, os dois em pé, perto da portaria da firma.

Então eu fui lá ver o que estava acontecendo. Ao chegar perto deles, o motorista me falou: “Eu não posso continuar a dirigir o ônibus, porque eu morri, estou morto; só estou esperando chegar o outro motorista, para entregar o ônibus a ele.”

E disse: “O meu colega está lá dentro da portaria, telefonando para a empresa, mandar outro motorista para me substituir.”

Eu olhei bem para ele, realmente ele estava branco, feito cera, e parecia mesmo estar morto.

Então, eu falei para o estudante que estava com ele:

“Vai ao ônibus e traga dois livros do primeiro volume da obra.”

Quando chegou com os livros, eu pequei um dos dois livros e falei para ele abrir o livro na página 51, na lição dos fluídos; e disse: “Eu vou ler em voz alta e você lê em voz baixa; se eu parar, você passa a ler em voz alta e eu continuo em voz baixa, assim revezaremos até o final da lição sem interromper a leitura.”

Mas ao terminar a terceira página, o morto me disse: “Severino pode parar a leitura, eu já estou bem, estou vivo de novo, em perfeitas condições de levar o ônibus.”

Aí falei: “Você está bem mesmo? Então, agora presta atenção firme na leitura, porque temos que ir até o fim da lição.”

Meia hora depois quando terminamos a leitura, o outro motorista veio com o vigia lá de dentro da portaria dizendo: “Como vamos fazer agora! Não consegui falar com a empresa, o telefone sumiu.”

Então ele disse: “Não! Eu estou bem não tenho mais nada, posso levar o ônibus sem problema.” E, o vigia preocupado, dizendo que teria que pagar o telefone para a Empresa, aí eu entrei na portaria para dar uma olhada, o telefone estava em cima da mesa; e eles disseram: “Como pode? Reviramos essa portaria e não encontramos! E agora ele está aí! Como pode?”

Mas, tudo resolvido, agradecemos o vigia da firma, entramos no ônibus e seguimos a viagem tranquilos.

Foi então que ele me falou: “Olha Severino, agora eu vou te contar o que aconteceu; lá no Retiro, nós reunimos os motoristas, subimos na casa dos três poderes, para visitar o túmulo do seu Manuel. Quando estávamos voltando, eu era o último que vinha atrás dos meus colegas. Ao chegar perto daquele portal, apareceu um homem vestido de roupa marrom, parecendo um Padre Capuchinho, com um livro na mão, entrou na minha frente e começou a ler o livro.

Os meus colegas me chamavam: vem precisamos almoçar para viajarmos! Eu dizia: o homem não me deixa passar! E eles diziam: você está louco, não tem homem nenhum aí! E para todos os lados que eu tentava sair, ele me cercava e não parava de ler o livro. Na verdade, depois de alguns minutos, eu passei a gostar da leitura! Ele leu mais ou menos uns 25 minutos e quando terminou a lição, ele desapareceu na minha frente, então eu fui para o hotel almoçar.

 

(Continua na parte 2)

 

Sobre nalub7

Uma pessoa cuja preocupação única é trabalhar em prol da verdadeira consciência humana, inclusive a própria, através do desenvolvimento do raciocínio, com base nas leis naturais que regem a natureza e que se encontram no contencioso da cultura natural da natureza, a CULTURA RACIONAL, dos Livros Universo em Desencanto.
Esse post foi publicado em AUTOCONHECIMENTO, Livros, Saúde e bem-estar e marcado , , , , , , , . Guardar link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s