VIVER, APRENDER, TRANSMITIR: LEIS NATURAIS INFALÍVEIS

VIVER, APRENDER, TRANSMITIR, LEIS NATUAIS INFALÍVEIS

(José Sana, estudante de Cultura Racional, Itabira – MG)

 

Texto originalmente postado no site:

http://zedoburroevice-versa.blogspot.com/2019/11/viver-aprender-transmitir-leis-naturais.html

 

 

Escrevo textos desde a segunda série primária. Minha paixão pelas letras foi descoberta pelas inesquecíveis professoras que tive — Ilsa Caldeira Duarte, que faleceu há poucos meses; Inês Alvarenga, residente em Belo Horizonte;  Ana Juventino Ferreira, Dona Zizinha, e Semírames Duarte, Tia Ninita, essas duas últimas diretoras de nossa escola em São Sebastião do Rio Preto.

Tenho pelas quatro não apenas belas e gratas recordações, mas o registro claro e incontestável na memória de lições que valem uma vida inteira. Por exemplo, todas as citadas me ensinaram, entre mil e outras aulas, que cada palavra só tem uma forma ortográfica. Digo isso apenas para chamar a atenção contra o relaxamento que hoje atinge o nosso idioma pátrio. Lamentável!

Um dia descobri que não basta escrever corretamente frases e textos. Muito importante passou a ser também o convencimento, a construção de itens e a contextualização. Tal visão caiu também do galho porque dependemos ainda de consistência lógica, certeza absoluta  e conhecimento do teor abordado. Para impor total atenção, de minha parte, sem trocar ideia com ninguém, pelo menos por enquanto, precisamos saber sempre infinitamente mais. Em palavras sintetizadas, entendo eu: precisamos conhecer pelo menos a origem do tema em foco.

Adoto uma técnica para simplificar a busca: criei o Dicionário de Leis Naturais. Trata-se de um levantamento de palavras e/ou frases  que são submetidas à verdade por meio de dois métodos —  o “a priori”, que pode ser mudado com o tempo, e o “a  posteriori”, que se transforma em lei final.  Como exemplo, consideremos a origem da humanidade uma ocorrência de longos milênios, a formação do planeta  e seus componentes. Muito se fala sobre o tema, faltando um fechamento.

Em seguida, contemplamos vários itens que se enquadram neste planeta, entre eles nós, humanos, sem esquecer os animais, as plantas, a terra, o conjunto de claridade e energias, incluindo a senhora indispensável conhecida como água; nossa dependência é conjuntural, com destaque também para o ar devidamente respirado por pulmões interligados inteligentemente; a harmonia faz a felicidade que almejamos, mas as transformações conduzem-nos ao longo do tempo, ininterruptamente ao que nos parece misterioso a princípio. Conclusão: o planeta terra ou está sendo ainda formado ou em processo de autodestruição.

Minha conclusão sobre a origem parece complicada, mas não é. Dela advém, como se fosse uma prova dos nove, os porquês e a resposta taxativa à questão “ por que vivemos”. Aplicando neste caso a proposição “a priori”, temos religiões, doutrinas, seitas, bíblias para conduzir o nosso raciocínio. Passamos a entender sofrimento e felicidade, ambos situações transitórias, sempre em mudanças.

Passamos por inventores, criadores, cientistas, filósofos, mestres, como Lavoisier, Newton, Sócrates, Platão, chegando a literatos, artistas, intelectuais e grandes pensadores. Desde o simbolismo de Adão e Eva temos a visão de aproveitamento dentro de vários estudos. Considerando a “expulsão” do casal do paraíso, a razão (desobediência), a liberdade (livre-arbítrio) e tantos detalhes mais até chegarmos  na resposta: o planeta é plenamente mutável.

Lembrando uma assertiva  que para milhões de seres humanos já é mais uma lei natural, vamos chegar com ela a mais uma explicação: “Não há castigo para ninguém, nem recompensa; o que existe é consequência”.  E concluímos que precisamos entender leis que já foram descobertas e difundidas, como também as que criamos por meio, é claro, de criterioso processo.

Discute-se política hoje em dia. Entramos no ciclo em que se mencionam “direita” e “esquerda” e usamos  tanto os termos capitalismo, liberalismo, socialismo, até comunismo (que é apenas uma ameaça e foi sempre um fator utópico criado pelo filósofo alemão Karl Marx). Para este pobre escriba, que confessa estar em franco estudo e jamais paralítico, espero, o que existe é a Lei do Dom de Deus ou da Natureza.

O ser humano recebe na essência um “presente” chamado dom, enquadrado às necessidades da Natureza. Ele precisa ser primeiramente descoberto e depois aplicado. Fácil de entender: há riqueza e há pobreza, a primeira requer entendimento para gerar efeito multiplicador; a segunda evitada — e não o é por desconhecimento — ou  uso irrestrito de tapa-ouvidos, tapa-olhos e tapa-sentimentos.

Encerro esta página de hoje lembrando meu curso de História, meus cursos de pós-graduação e os valiosos mestres e doutores que nos brindaram com conhecimentos inesquecíveis no seu tempo. Está aí o que as religiões chamam de caridade, isto é transmitir sabedorias e ensinar a pescar. Dar o peixe seria um ato de última apelação.

Doação é isto: nem a ciência, nem a geografia, nem a linguagem, nem a história são estáticas. Tudo continua sendo transformado porque a lei natural e universal, se não com a nossa participação e aquiescência, vai no peito e na raça. Lembrando que dentro de todas as manobras feitas durante anos, decênios, centenários e milênios é gerada uma lei infalível: “A natureza não negocia os seus direitos”.

 

Sobre nalub7

Uma pessoa cuja preocupação única é trabalhar em prol da verdadeira consciência humana, inclusive a própria, através do desenvolvimento do raciocínio, com base nas leis naturais que regem a natureza e que se encontram no contencioso da cultura natural da natureza, a CULTURA RACIONAL, dos Livros Universo em Desencanto.
Esse post foi publicado em AUTOCONHECIMENTO, EDUCAÇÃO E CULTURA, Livros, Saúde e bem-estar e marcado , , , , , , , , . Guardar link permanente.

2 respostas para VIVER, APRENDER, TRANSMITIR: LEIS NATURAIS INFALÍVEIS

  1. Mary Sana disse:

    A humanidade encontrou pronto o espaço que ocupa – e o bom senso pede utilizá-lo com inteligência.
    Cabe então a cada qual, o esforço da inquietação, procurando através de todas as fontes de conhecimentos, a razão de ser morador do planeta Terra e o dom natural recebido, para aqui cumprir sua missão.
    O trabalho, princípio da vida, porque o ditado popular acertadamente diz: “DEUS ajuda a quem trabalha”, leva a apuração do SABER, que sempre CONVERGE para as LEIS UNIVERSAIS DA NATUREZA.
    Esse imperativo, quando alcança a INTELIGÊNCIA VERDADEIRA, o RACIOCÍNIO, o labor deixa de ser bruto.
    Quando a cabeça alcança o EXERCÍCIO da Glândula Pineal, as ações passam a ser direcionadas positivamente. É quando a pessoa assume a racionalidade.
    Assim posto, o ser vivente deixa a inércia do desconhecimento e aceita ser um serviçal de luxo na REESTRUTURAÇÃO da casa planetária em que vive.
    É por isso que recomendamos aqui e sempre a leitura reflexiva de “Universo em Desencanto”, aos já aptos ao AUTOCONHECIMENTO VERDADEIRO e com coragem para fazer a diferença, mesmo quando ainda a grande maioria está indiferente ao SABER.

    Curtido por 1 pessoa

  2. nalub7 disse:

    A vida da matéria é confusa, cheia de nós, por ser uma vida residual, o resto dos restos, onde há lutas sem tréguas para ver se se vive melhor, de forma organizada e em harmonia com todos.
    Já sofremos grandes 21 transformações negativas no universo, o que constatamos Nos Livros de Cultura Racional.
    Nossa… a cada transformação, ficando mais distantes da consciência plena! E como conseguir ser consciente em meio a tanta inconsciência?
    E a lógica grita: “Somente retornando à CONSCIÊNCIA DA ORIGEM, a VERDADEIRA,porque não há efeito sem causa.
    E a Natureza não negocia seus direitos nesse sentido, doa a quem doer, considerando irracionais os que se recusam a acompanhá-la nesse retorno, sendo esses condenados por si mesmos, a transformações para pior.
    “Leva poeira da estrada quem não acompanha o cavaleiro.” Palavras de um sábio.
    Espertos todos que acompanham a Natureza nessa empreitada positiva de procurar se conhecer, encontrando sua individualidade perdida.
    E tudo hoje favorece para isso, aliás, somente para isso. O resto é essa luta constante entre o mal e o bem aparente, até que, cansados, se der tempo, optem pelo dom natural que nos conduz à LUZ DAS LEIS NATURAIS UNIVERSAIS, e esse dom é o raciocínio.
    Raciocinando vamos abandonado todos os valores residuais, que são restos dos restos e, em decorrência, enxergando a base e a lógica de tudo e de todos, que descortinam para nós o caminho para a ETERNIDADE.
    É a racionalização de cada um de nós que racionalizará o mundo, pelo desenvolvimento do raciocínio, sem o qual todos perdem o bom senso e a verdadeira humanidade.
    Bela reflexão, José Sana!
    Gratíssimos!

    Curtido por 1 pessoa

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s