O VERDADEIRO, DESENCANTO EU SOU! Nº 15 – O CAVALEIRO DA CONCÓRDIA PARTE 2

BANDEIRA RACIONAL 1

(JORGE ELIAS, Jornalista, autor do Livro “O Cavaleiro da Concórdia”)

 

 

Na Tenda Espírita Francisco de Assis, no Méier, Nelson Nunes de Almeida comportou-se exatamente como Amélia Baiana havia lhe orientado. Pediu para falar com Manoel e diante da resposta de que ia demorar um pouco, sorriu, dizendo:

– Eu sei, eu sei. Mesmo assim vou esperá-lo. Não tenho pressa. Fechou os olhos e lembrou-se de Amélia Baiana, aquela mulher negra, caridosa, preocupada com o sofrimento dos outros. E também da observação que ela fizera:

– Seja paciente meu fio, espere o tempo que fô. O Manué anda muito ocupado, conversando com Deus, recebendo mensage do céu.

Amélia Baiana sabia das coisas e não havia aparecido em sua vida por acaso. Surgiu para indicá-lo com o dedo da sabedoria, o caminho da salvação, da luz e da verdade.

Perna inchada, Nelson não conseguia calçar sapatos e caminhava com enorme dificuldade. A cada passo, gemia, sentindo dores terríveis. Julgava-se sozinho, abandonado no mundo, jogado fora. Após a doença, esquecido, passara a viver na fronteira com o lixo, pois nem banho tomava mais.

– Você vai melhorar, moço. Vai ficar curado. As Entidades do Astral Superior acabaram de me garantir. O tormento, as dores, as dificuldades, vão desaparecer. As razões de seu fracasso, da doença e dos problemas surgidos em sua vida, não vou poder revelar, mas vou restituí-lo, a partir de hoje, de tudo aquilo que você perdeu.

Manoel Jacintho apareceu na porta muito antes do tempo que se previa. Era a própria luz da esperança, da misericórdia. Sobre sua cabeça havia uma coroa de material fosforescente. Nelson sabia que se quisesse tocá-la não iria conseguir, porque a coroa era transpassável.

Parecia iluminada de néon, tamanha a beleza da luz. Então não se conteve, caiu de joelhos aos pés de Manoel, suplicando:

– Por favor, por favor. Me ajuda, me ajuda. Não deixe os médicos cortar minha perna, não deixe cortar minha perna.

– Tenha calma, moço. Sua perna não vai ser cortada.

Ao fazer tal afirmação, Manoel colocou as mãos sobre a cabeça de Nelson. O homem continuava ajoelhado e chorava desesperado. Lembrou-se então do que lhe dissera o RACIONAL SUPERIOR no Dia da Anunciação: “o sofrimento não é o meu sinal de cólera, mas o meu sinal de amor”. No que pensou assim, sentiu um forte calor percorrer todo o seu corpo e passar para o corpo do homem que ali estava, através da mão que apoiara na cabeça dele, num gesto de solidariedade, de sentimento e de amor por seu semelhante.

Nelson percebeu o seu corpo esquentando, esquentando. Mas manteve-se em silêncio, cabeça arriada. O calor foi tão forte e tão intenso, que suas lágrimas secaram e as dores desapareceram como um encanto. Observou que o corpo de Manoel, naquele instante, estava solto no espaço, flutuando, circundado por uma auréola luminosa.

Era inacreditável tudo aquilo que estava vendo e sentindo. Se contasse, ninguém ia acreditar. Porém tinha que reconhecer: era deslumbrante, incrível, extraordinário.

O calor foi diminuindo simultaneamente com a luz e a situação, poucos minutos depois havia se normalizado. Manoel estava no chão outra vez, transformado novamente em homem:

– Nelson, vai tomar banho. Você está muito sujo. O processo de cura foi iniciado, mas você só vai estar totalmente curado dentro de sete dias. Portanto, neste espaço de tempo, tome todos os cuidados básicos de higiene. Procure se lavar muito bem, principalmente a perna ferida. Vou procurar algumas roupas para você.

Manoel não sabia de onde Nelson havia surgido nem tampouco quem lhe indicara o caminho da Tenda Espírita Francisco de Assis. Mas ali estava, dedicando-se àquele homem. Após o banho, trouxera-lhe as roupas e muito mais: comida e também uma considerável quantia em dinheiro por determinação superior:

– Pegue todo aquele dinheiro que está guardado para a feitura do meu Livro e entregue a esse homem, Manoel. Não se preocupe. O dinheiro para o Livro vai surgir. O importante por enquanto será concluir a Obra. Vamos, Manoel. Pegue o dinheiro e trate de presenteá-lo a esse homem.

Manoel tratou de obedecer. Nelson ficou surpreso, espantado. O que estava acontecendo era simplesmente inacreditável. Chegara ali um trapo, um molambo, dobrado pela dor, castigado pela vida, mergulhado na miséria. Duas horas depois, a situação havia se modificado de forma radical. Não sentia mais dores, estava de banho tomado, limpo, de roupas novas e alimentado. Podia calçar sapatos e tudo, pois sua perna começara a desinchar após o recebimento da energia que emanara do corpo de Manoel. E como se não bastasse tudo aquilo o homem ali estava lhe dando considerável quantia em dinheiro, para que pudesse reiniciar a sua vida.

Sentiu-se envergonhado. Em princípio não quis aceitar, achando que podia estar explorando aquele homem que, sem lhe conhecer nem tampouco perguntar de onde viera, abrira a porta de sua casa, estendendo-lhe a mão, disposto a ajudá-lo:

– Não, Manoel. Eu não posso aceitar esse dinheiro todo. Não tenho como pagar. Estou desempregado, doente, e não sei como vai ser minha vida daqui para frente.

– Moço, eu tenho ordens para lhe dar esse dinheiro. Trate de aceitá-lo e procure usá-lo da melhor maneira possível. Vá em frente e cuide de sua vida e não olhe para trás. Um dia vamos nos encontrar.

Antes de partir, Nelson, satisfeito, comentou:

– Quando aquela senhora cruzou meu caminho e começou a me fazer perguntas, eu sabia, eu sabia! Ela estava ali para me ajudar. Eu sabia, eu sabia.

– De que senhora você está falando?

– De dona Amélia Baiana.

Ao ouvir o nome de Amélia Baiana, Manoel estremeceu. Olhou através da janela e viu o céu aberto. No interior dele, um cavalo branco, veloz, cavalgando em sua direção.

A voz de mar retomou a palavra mais uma vez:

– Enxugue as lágrimas de todos os olhos e coloque o sorriso no rosto do homem triste. Dê de beber àquele que tiver sede, de comer àquele que tiver fome, dê coragem àquele que tiver medo, esperança àquele que tiver em desespero. Dê consolo aos aflitos e coloque a verdade das minhas palavras na boca do descrente, do mentiroso, do falso profeta. Seduza o vivente com o meu canto e faça dele a sua oração. Ultrapasse os muros, Manoel. E percorra o mundo, espalhando a minha mensagem e apresentando o meu Livro.

Sobre nalub7

Uma pessoa cuja preocupação única é trabalhar em prol da verdadeira consciência humana, inclusive a própria, através do desenvolvimento do raciocínio, com base nas leis naturais que regem a natureza e que se encontram no contencioso da cultura natural da natureza, a CULTURA RACIONAL, dos Livros Universo em Desencanto.
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2 respostas para O VERDADEIRO, DESENCANTO EU SOU! Nº 15 – O CAVALEIRO DA CONCÓRDIA PARTE 2

  1. Mary Sana disse:

    QUE LIÇÃO DE OBEDIÊNCIA AOS SUPERIORES DO ASTRAL, NOS PASSOU O MESTRE MANOEL JACINTHO COELHO ENTREGANDO AO HUMILDE PEDREIRO NELSON NUNES DE ALMEIDA TODA A QUANTIA EM DINHEIRO, QUE ESTAVA RESERVADA PARA O INÍCIO DA FEITURA DOS LIVROS!
    SUA PASSAGEM PELA VIDA MATERIAL ALÉM DE DEIXAR HERDEIRA TODA A HUMANIDADE DE INIGUALÁVEL OBRA LITERÁRIA, AGREGOU EXEMPLOS DE UM SER ANOS LUZ DISTANTE DA TEMPORARIEDADE EM QUE VIVEMOS.
    QUANDO A MAIORIA SOUBER DE QUEM SE TRATA, SERÁ UM ALVOROÇO DE ALEGRIA, PRESSA EM RECUPERAR O TEMPO PERDIDO E ÂNIMO NA PROPAGAÇÃO DO GRANDIOSO CONHECIMENTO DE REDENÇÃO UNIVERSAL.

    Curtido por 1 pessoa

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